Publicado por: Fernando de Oliveira | 10/10/2015

Waze recebe acesso a dados de criminalidade

Foi uma tragédia, mas é um absurdo colocar a culpa da morte de uma mulher que foi alvejada por uma rajada de balas em uma rua de Niterói no aplicativo Waze. As vítimas cometeram um erro bobo – trocaram avenida por rua – e o GPS os levou para o endereço pedido, que fica no meio de uma favela (comunidade é muito politicamente correto), onde bandidos armados atiram em qualquer um que passe por lá.

Isso é um problema de segurança pública!!

As manchetes falando sobre o Waze foram um exemplo de mau jornalismo e as matérias mostrando os perigos dos aplicativos com GPS foram exemplos de desinformação e falta de apuração. Agora, autoridades do Rio resolvem dar ao Waze informações sobre criminalidade. Não seria melhor dar ao cidadão segurança para andar pelo estado ou acabar com os nomes de ruas e avenidas duplicados?

Waze IIExecutivos do Waze se encontraram nessa semana com autoridades da prefeitura e do estado do Rio de Janeiro dias após o assassinato de Regina Múrmura – ela estava no carro com o marido Francisco quando o aplicativo recomendou um caminho que passava pela comunidade do Caramujo, em Niterói. Alvejados por bala, eles fugiram do local, mas Regina foi atingida e morreu no hospital.

Di-Ann Eisnor, COO global do Waze, recebeu das autoridades uma base de dados pública com estatísticas de crimes, bem como mapas de comunidades da cidade do Rio de Janeiro e imediações. A partir das informações, a ideia é que o aplicativo seja aperfeiçoado – não se sabe, ainda, como.

Di-Ann marcou presença nesta semana no Maximídia. Durante sua apresentação, se demonstrou triste e chocada pelo que aconteceu, e afirmou que o Waze se reuniria com comunidade e autoridades para uma resposta à questão. “O Brasil nos ajudou a entender novos caminhos para o aplicativo no passado e está sendo o mesmo agora”, afirmou – referindo-se, por exemplo, ao mecanismo que evita que carros circulem por zonas de rodízio. Di-Ann argumentou também que muitas pessoas moram em comunidades e o aplicativo não pode deixar de falar sobre os caminhos aos quais elas precisam ir.

Fonte: Meio & Mensagem


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