Publicado por: Fernando de Oliveira | 29/10/2014

Banda larga: Na móvel, Brasil cresce. Na fixa, país perde para a Bósnia

O Brasil é mesmo um país de contrastes!

Banda-LargaMais da metade – 51,6% – da população brasileira tem acesso à Internet, mas o país aparece apenas e 74º no ranking mundial de conectividade, uma vez que há 48,4% da população sem acesso à Rede Mundial, revelam dados da União Internacional de Telecomunicações. Celulares e tablets são o grande impulso do acesso à Internet e, pelas contas da UIT, em 2017, mais da metade da população mundial terá acesso à Rede Mundial, 20 anos depois do começo da operação comercial da Internet. Desigualdade ainda é alta e preocupa.

Com relação ao Brasil, a UIT divulga que o país alcançou a taxa de 51,6% da população com acesso à Internet, mas apenas 10% dos brasileiros têm acesso à banda larga, uma espécie de medida do avanço tecnológico de um país. O grande motivador de acesso à Internet é o celular, com mais da metade dos internautas brasileiros acessando a Rede Mundial por meio dos celulares. Ao final de 2013, mais de 40% da população mundial estava conectada na Internet, com 2,3 bilhões de pessoas. Até o final de 2014, esse número chega a 2,9 bilhões.

Dos mais de 194 países no mundo, 77 hoje têm mais de 50% de sua população online. Todos os dez países líderes do ranking estão na Europa. Na Islândia, a taxa é de 96%. Uma situação radicalmente diferente é a da África. Em países como Etiópia, Nigéria, Guiné e Serra Leoa, a taxa de penetração da Internet não chega nem a 2% da população. Na Eritreia, ela é de 0,9%.

No Brasil, 2013 terminou com 51,6% da população conectada. Como quase metade dos brasileiros ainda não ter internet deixa o País na modesta 74ª posição no ranking mundial da conectividade. Entre os países em desenvolvimento, o Brasil aparece apenas na 34ª posição. A penetração nas residências é ainda de apenas 42%, contra 98% na Coreia do Sul, país que nos anos 80 tinha o mesmo PIB per capita que o Brasil.

No que se refere à Internet de banda larga em casa, a liderança é de Monaco, com uma penetração de 44%, contra 43% na Suíça e 40% na Dinamarca. O Brasil vem apenas na 73ª posição, com 10,1% de penetração e abaixo da Geórgia, Moldova ou Bósnia.
Mobilidade
Se o acesso residencial ainda é falho no Brasil, o acesso dos brasileiros à banda larga em celulares, porém, é elevado. Com 51% de penetração, o Brasil aparece na 37ª posição entre os países com o maior uso dos smartphones com banda larga. Nos dez primeiros lugares do ranking, todos os países apresentam taxas de penetração acima de 100%. Cingapura, por exemplo, soma mais de 135 assinaturas de banda larga para cada 100 pessoas.

Para a UIT, a realidade é que a tecnologia da Internet nos celulares e smartphones definirá o futuro da rede. Hoje, existem três vezes mais pessoas com o acesso móvel que banda larga fixa e, segundo a UIT. Isso permitiu que a popularidade das redes sociais atinjam 1,9 bilhão de pessoas. No Brasil, a penetração das redes sociais atingem 48% dos usuários da Internet, acima da média mundial.

A entidade aponta que 2,3 bilhões terão esse benefício ao final de 2014 em celulares e tablets. Em cinco anos, essa taxa chegará a 7,6 bilhões. Ainda assim, a ONU alerta que o acesso continua sendo desigual. “Apesar do crescimento fenomenal da Internet, ainda existem muitas pessoas que continuam desconectadas”, alertou a diretora da Unesco, Irina Bokova.
Investimentos
O estudo constata que 40% da população mundial estão conectados, com o número de acessos saltando de 2,3 bilhões em 2013 para 2,9 bilhões até o final deste ano. A previsão é de que mais do que 50% da população estejam online até 2017. Para a UIT, até 2015, todos os países “devem” ter um plano ou estratégia de banda larga nacional ou incluir a conectividade em definições de acesso e serviço universais (UAS).

Atualmente, 71% dos países (140 nações) contam com um plano, 22% (43) não têm nenhuma política relacionada e 7% (13) estão planejando implantar um programa. A UIT estima ainda que a região da América Latina e Caribe precisará de US$ 340 milhões para instalar redes de próxima geração, que deverão promover a expansão dos serviços de telecom. Na banda larga móvel, mais de 2,3 bilhões terão acesso até o final deste ano (três conexões 3G ou 4G para cada uma conexão fixa) no mundo, número que subirá para 7,6 bilhões nos próximos cinco anos. A UIT prevê 2,6 bilhões de acessos LTE até o final de 2019.

Fonte: Convergência Digital


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