Publicado por: Fernando de Oliveira | 28/11/2013

Dinâmicas de grupo e RH: servem mesmo para algo?

dinamica_de_grupoDe tempos em tempos eu me deparo com pessoas discutindo a eficácia e importância das empresas de RH e seus métodos de seleção de pessoal para as empresas. Já disse algumas vezes que uma entrevista de emprego tanto serve para que a empresa avalie o candidato quanto para que o pretendente avalie as práticas da empresa. Afinal, algumas delas ainda têm ideias totalmente retrógradas e que só se sustentam por conta das mentes (pequenas) que as comandam.

A última moda nas dinâmicas de grupo – onde até infiltrar gente para que os verdadeiros candidatos demonstrassem seus preconceitos em relação a coisas bizarras, já foi feito – é incluir perguntas totalmente sem sentido e sem uma resposta lógica, para compreender a personalidade do futuro empregado. Claro que os profissionais responsáveis por essa tendência afirmam que só assim podem tirar a pessoa de sua zona de conforto e ver realmente como ela pensa ou agiria em determinadas situações. Perguntas como: “Quanto você cobraria para lavar todas as janelas de Seatle?” ou “Quantas bolinhas de golfe você consegue colocar dentro de um ônibus?” ou ainda “Se a cidade do Rio de Janeiro tivesse que ser evacuada, qual seria o seu plano?”.

dinc3a2mica-de-grupoEsse tipo de questionamento – que na minha opinião só serve mesmo para provar que mentes ociosas acabam pensando em merda – ganhou uma importância grande nos processos seletivos, engordando os orçamentos dos departamentos de RH. Porém, empresas como Microsooft e, principalmente, o Google finalmente chegaram a conclusão de que essas perguntas em nada ajudavam na hora de encontrar o melhor candidato e que, por muitas vezes, só servia para descobrir pseudo-gênios, que tinham dificuldade em se relacionar com outras pessoas. Afinal, só uma mente supercriativa poderia responder alguma dessas perguntas sob a pressão de uma entrevista de emprego, certo?

Bem, ma empresa do tamanho e importância do Google chegar a conclusão de que esses métodos são uma “tremenda perda de tempo” é algo que deveria levar outros profissionais (não os de RH) a refletir sobre como escolher um trabalhador. Afinal, as aparências enganam.


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