Publicado por: Fernando de Oliveira | 18/09/2013

Ney Matogrosso – Um trabalhador da Música

É sempre um prazer dividir um texto com um jovem e promissor talento. A matéria abaixo foi praticamente toda produzida pela ótima Vanessa Berthein, que deixou o jornal, por um tempo breve, espero.

Um beijo, Vanessa!

32fa1Ator, compositor, coreógrafo, iluminador, dançarino e, claro, cantor, Ney Matogrosso volta ao Rio com o seu show Atento aos sinais. Depois de uma temporada bem sucedida na cidade e que também passou por várias cidades brasileiras, Ney volta ao palco do Vivo Rio nos dias 21 e 22, para desfilar seu talento e versatilidade. Aos 72 anos, recém completados, o artista ainda se mostra em ótima forma, inquieto e com um espetáculo pensado nos mínimos detalhes, a marca perfeccionista do cantor, que ainda aproveita para interagir com artistas da nova geração e se autoproclamar um trabalhador da música.

Ney Matogrosso fala sobre a carreira, o show e sobre a liberdade artística que permite que continue em constante movimento.

Esse trabalho tem músicas de, entre outros artistas, Criolo, Dani Black e Vitor Pirralho, que são um pessoal da nova geração da música. Você é antenado com o que rola de novo ou chegou ao trabalho deles por acaso?

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-829Tem o Tono também, o Zabomba. Eu cheguei de várias formas. Em 2009 comecei a mexer nesse disco. A primeira música que eu decidi que eu queria cantar foi a do Vitor Pirralho (Tupi Fusão), que eu conheci em 2009. Alguns me mandaram discos, outros eu vi na net e fui atrás, e ai assim foi, fui organizando o material. O Dani eu conheci já, porque ele é filho da Tetê Espíndola, então eu o conheço desde pequenininho. E ai, fui organizando muito calmamente esse repertório. Ai, teve um momento que eu percebi que era isso, era mostrar um monte de gente nova.

E acaba sendo uma espécie de homenagem/reconhecimento a esses novos artistas. Como eles receberam isso?

Todos gostaram, porque cada um é conhecido no seu Estado, mas ninguém é conhecido no Brasil todo, então e eu sou uma oportunidade de levar esses todos para o Brasil, para que as pessoas possam ficar conhecendo eles. Eu acho que eles gostaram.

NEY_MATOGROSSO_foto_RICARDO-NUNES-830O show retoma o seu lado mais pop/rock. É com essa pegada que você está encarando os seus recém-completados 72 anos?

Não sei dizer. Na verdade, resultou que o que eu gostava era assim. Então, ele é mais rock e pop mesmo. Porque o repertório que eu estava gostando e selecionando caminhava todo por ai.

Atento aos sinais foi gerado no Rio de Janeiro e agora está retornando a cidade. Qual é a expectativa para as novas apresentações na cidade?

A expectativa é a melhor possível, porque por onde eu tenho passado a receptividade é imensa. Todos os lugares por onde vou têm os ingressos esgotados com muita antecedência. Eu estou achando que vai acontecer a mesma coisa aqui no Rio.

Como você se sente em ser considerado uma das maiores influências da música popular brasileira, não só para a sua geração, mas para todas as outras, inclusive para os meninos que compõem o seu repertório do show?

32fa5  Ney Matogrosso-8805Eu, sinceramente, eu não me acho nada. Eu sou uma pessoa que trabalha, que gosta do que faz, e que está ainda em constante movimento. Eu não parei. Então, eu acho que é isso, eu sou um trabalhador da música. Não acho que eu tenha alcançado nada, porque também, se você achar que você já chegou a algum lugar, que você já alcançou, você para. E eu então, prefiro achar que não cheguei a lugar nenhum.

Esses bem sucedidos 40 anos de estrada incluem inúmeras apresentações e parcerias. O que ainda pretende fazer dentro de sua já brilhante carreira, já que frisa que não quer parar?

Eu tenho feito muito cinema paralelamente, mas eu não sei, eu não tenho uma ideia de qual será o próximo passo, porque eu ainda estou muito envolvido com isso. Acho que vou precisar de um certo distanciamento, fazer isso mais tempo, para eu poder entender qual é a próxima coisa que eu poderia fazer. Nesse momento, eu não sei.

Há algum gênero da música que ainda gostaria de explorar?

Não sei. O fato de eu não ser compositor me deixa em uma situação confortável, porque me da abertura pra tudo. Eu não tenho um estilo musical, eu desfruto de tudo que a música oferece. O fato de não compor, no meu caso, é positivo.

Serviço
Show – Ney Matogrosso “Atento aos sinais”
Local – Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Flamengo
Data – 20 e 21 de Setembro, às 22h
Preço – Entre R$ 40 e R$ 260

Fotos: Divulgação e Ricardo Nunes

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense


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