Publicado por: Fernando de Oliveira | 23/07/2013

Ouvindo a voz do povo, Joyce Moreno lança seu novo CD, ‘Tudo’

Depois de lançar CD no Japão, cantora traz para o Brasil seu mais novo trabalho, que reúne canções inéditas e recentes da artista. Projeto é o primeiro de inéditas em uma década

digipak TUDO.inddDona de uma das carreiras musicais mais singulares dentre os artistas brasileiros, com vários trabalhos lançados no exterior, onde passa boa parte do tempo excursionando, Joyce Moreno, sempre lembrada por sucessos como Clareana, Feminina, Monsieur Binot e Da Cor Brasileira, lança Tudo, seu primeiro CD de inéditas em uma década, depois de uma consulta ao público que lota seus shows.

“Eu tinha dois trabalhos novos por lançar, ambos recém-saídos no exterior: Rio, um disco solo com canções sobre a cidade, e Tudo, meu primeiro CD totalmente autoral depois de Banda Maluca, de 2003. Tive que fazer essa “Escolha de Sofia” e não queria tomar a decisão sozinha. Então, distribuía papeizinhos para que as pessoas votassem. Fiquei super contente que o público tenha escolhido Tudo, que talvez fosse mesmo a minha opção. As pessoas parecem estar um pouco cheias de ouvir regravações, por mais legais que elas sejam”, explica a cantora.

Em ótima forma

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.Tudo, que foi lançado primeiro no Japão e é distribuído pela gravadora Biscoito Fino no Brasil, mostra uma Joyce em ótima forma, tanto como compositora, quanto como intérprete. Trata-se de um trabalho que resume a obra da cantora, sem ser apenas uma releitura de sua obra.

“Na verdade Tudo foi gravado para mim e não para o mercado japonês. Ele foi feito de uma forma independente e o Japão pulou na frente na hora de lançar. Esse disco é todo composto por músicas recentes, compostas nos últimos dois anos. Às vezes, passa um tempo até arrumar as canções que façam um buquê”, conta Joyce.

O repertório reúne parceiros como Nelson Motta (Estado de Graça), Paulo César Pinheiro (Quero Ouvir João e Dor de Amor é Água), Zé Renato (Pra Você Gostar de Mim) e Teresa Cristina (Sem Poder Dançar), além de composições próprias. E é uma dessas canções solo, o baião/galopada Boiou, que mais chama a atenção no ótimo conjunto de Tudo.

“A maior parte das músicas desse disco eu já tocava no Brasil mesmo antes do lançamento e todas foram muito bem aceitas e as pessoas saiam assobiando as melodias. Mas realmente Boiou é a que tem a melhor conexão com o público”, confirma Joyce.

Mas quase tudo no álbum merece destaque. As duas canções com a participação de Zé Renato – a parceria Pra Você Gostar de Mim e o dueto em Dor de Amor É Água -, são exemplos da excelência do conteúdo do disco.

Vida Dupla

Foto: Leo Aversa - Crédito obrigatório.Mas, mesmo com o reconhecimento da crítica e o sucesso de público, sobreviver de música no Brasil não é das tarefas mais fáceis segundo a artista.

“Não dá, de jeito nenhum, para viver só da venda de CDs e muito menos com direito autoral. Pra mim, o que realmente tem funcionado são os 25 anos de uma vida dupla. Aqui no Brasil eu sou o Bruce Wayne e lá sou o Batman. Faço praticamente todos os meus projetos de forma independente, o que me permite uma liberdade criativa, mas também dificulta muito na hora de fechar datas para shows, por exemplo. Sou do tempo em que a gente fazia um show e, se lotasse, todos recebiam o seu dinheiro e saiam satisfeitos. Hoje, se não tiver um patrocínio, nem lotando alguma casa por um mês a gente consegue, sequer, cobrir os custos de produção. Se você não está inscrito em alguma lei de incentivo, você sofre muito. E eu sou totalmente fora da lei”, explica.

Por conta dessa vida dupla, Joyce ainda não tem datas fechadas para lançar seu CD por essas bandas.

“Esse mês (julho) vou para a estrada, começando pelo Japão, e só depois vou tocar por aqui. O Rio tem um problema muito sério de casas de espetáculos. É uma oferta muito pequena de espaços para um número muito grande de artistas”, conclui.

Mesmo com tantos afazeres, Joyce não para.

“Tem o Rio, que está pronto para ser lançado, tem um projeto com o Zé Renato só de parcerias nossas e, além disso, há a possibilidade do selo Discobertas lançar uma caixa com vários discos meus da década de 80. É esperar para ver”, conclui.

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense

Fotos: Divulgação


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