Publicado por: Fernando de Oliveira | 03/12/2009

I’ll Be On My Way

John Lennon e Paul McCartney ajudaram muitos artistas nos anos 60 – principalmente os de Liverpool ou com alguma ligação com George Martin ou Brian Epstein – dando canções que eles considerevam de segunda linha. Algumas dessas canções chegaram ao topo da parada enquanto outras serviram apenas para deixar seus intérpretes na mídia.

Recentemente fiz uma reaudição de quase todas as canções que Lennon  e McCartney gave away. Entre elas está uma favorita, I’ll Be On My Way. Embora a versão oficial de Billy J. Kramer and The Dakotas seja pobre, se comparada com a versão que os Fab Four tocaram na rádio BBC, a melodia simples e a letra ingênua ainda são capazes de encantar.

Para quem não conhece, uma pérola desconhecida da genialidade de dois grandes compositores ainda desenvolvendo seus talentos.

I’ll be On My Way
Lennon & McCartney

The sun is fading away,
that’s the end of the day

As the Junelight
turns to moonlight
I’ll be on my way

Just one kiss, then I’ll go
Don’t hide the tears that don’t show

As the Junelight
turns to moonlight
I’ll be on my way…

…to where the winds don’t blow
and golden rivers flow

This way will I go
They were right, I was wrong
True love didn’t last long

As the Junelight
turns to moonlight
I’ll be on my way

To where the winds don’t blow
and golden rivers flow
This way will I go
They were right, I was wrong
True love didn’t last long
As the Junelight

turns to moonlight
I’ll be on my way, hey

I’ll be on my way, ooh
I’ll be on my way, ooh
I’ll be on my way

Publicado por: Fernando de Oliveira | 02/12/2009

House: Wilson ganha episódio especial

As surpresas da sexta temporada de House não param. Depois da despedida de Cameron, do romance de Cuddy com (melhor você assistir) e da promessa de que ela (Cuddy) vai ter um episódio todo focado nela, os produtores colocaram no ar um capítulo onde o grande protagonista foi Robert Sean Leonard, o Dr. James Wilson.

O oitavo episódio desta temporada (não, não sei quando passa no Brasil) mostra o oncologista e fiel escudeiro de House tomando atitudes que nem sempre fazem parte do seu repertório.

Agora sim, tenho certeza de que essa é uma boa temporada.

PS: House é transmitido toda segunda nos Estados Unidos e pode ser baixado na madrugada de terça.

Leia também:

House estréia a 6ª temporada

House – 6ª temporada, episódio 2

Cameron vai deixar o seriado House

Agora vai! House reaparece em forma

O adeus de Cameron

Publicado por: Fernando de Oliveira | 02/12/2009

Prêmio Seprorj de Jornalismo 2009 divulga vencedores

Um pequeno serviço de utilidade pública. Caros, essa coisa de ser jurado é muito bom.

O Prêmio SEPRORJ de Jornalismo 2009 já tem vencedores. Na categoria TV, foi escolhida a matéria “Software Livre”, de Carmen Célia, veiculada na TV Brasil no dia 06 de agosto de 2009. Na jornal, a premiada foi “Muito mais leve e rápido”, de Paula Cabral, publicada no Jornal do Commercio do dia 17 de março de 2009; na categoria Internet, “Ginga: inovação na era digital”, de Erika Franziska, publicada no Portal Gente Que Inova, no dia 01 de março de 2009; e na categoria Revista, o prêmio foi para a reportagem “Um laptop por aluno”, de Áurea Lopes, publicada em A Rede na edição de maio de 2009. Além dos troféus, cada vencedor receberá um prêmio no valor de R$2 mil.

Com menções honrosas serão contemplados o Portal Baguete pela matéria “Em Petrópolis quem manda agora é a TI”, de Maurício Renner, publicada no dia 07 de maio de 2009 e o jornal O Povo (CE) pela matéria “Do Ceará ao Rio de Janeiro” publicada no dia 14 de setembro de 2009. Outros finalistas receberão certificados de participação durante a premiação que ocorrerá na segunda feira, dia 7 de dezembro, em jantar no Clube Ginástico Português (Avenida Graça Aranha, 187, Centro) no Rio de Janeiro.

Realizado pelo Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (SEPRORJ), com a parceria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a iniciativa visa premiar as melhores reportagens que estimulem a inovação tecnológica e a geração de novos negócios no segmento da TI no estado do Rio de Janeiro.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 01/12/2009

Mais um jornal vai cobrar por conteúdo

Anos depois do 1º fracasso do New York Times – décadas atrás - e das predições de especialistas que realmente não sabem nada e continuam por ai cagando regra (como tem gente que faz isso), o inglês The Times chegou a conclusão de que finalmente seu público está pronto para pagar por conteúdo.

Saiba mais aqui.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 30/11/2009

Twitter é a palavra mais popular da língua inglesa em 2009

Gostem ou não, ele chegou e virou febre.

Twitter Declared Most Popular English Word of 2009

Publicado por: Fernando de Oliveira | 30/11/2009

Ficar Sozinho no Brasil – Roberto Da Matta

Esse texto – publicano no O Globo do dia 4 de novembro – se encaixa muito bem no que penso e muito bem para várias pessoas que conheço. Pobres delas.

Ficar sozinho no Brasil
Roberto Da Matta

No fundo, no fundo, a declaração-confissão do Lula de que, quando tenta ler alguma coisa, tem azia é chocante e descabida para o Brasil como um país, mas é sincera e perfeitamente compreensível para o Brasil como sociedade. Não fica nada bem que um presidente de uma nação que se deseja moderna continue afirmando a sua aversão pela leitura, que é o centro dos processos educacionais. Mas não é algo do outro mundo que, como uma pessoa criada numa família brasileira, a leitura possa causar mal-estar.

Falamos muito na necessidade de ler e estudar, mas examinamos criticamente as condições sociais mínimas que tais atos requerem. A maioria dos intelectuais brasileiros que conheço teve que lutar para ler um livro dentro de suas casas, independentemente de nível social. É que, se somos controlados pelo Brasil como país, com suas multas e dispositivos legais (que, sabemos bem, operam mais para os de baixo do que para os de cima); somos também vigiados pelas nossas famílias cujo princípio básico é evitar a solidão de seus membros. Qualquer tipo de isolamento ou de individualização, seja porque a pessoa fala pouco ou porque fica dentro do seu quarto (quando o tem), é tomado como sintoma de que algo não está bem.

Criamos nossos rebentos para serem sociáveis e dependentes dos mais velhos e exemplos para os mais novos. Olhamos mais vertical do que horizontalmente. Dessa jaula de carinhos e favores feita por relações perpétuas (pois nem a morte rompe com elas), não há escapatória. Nossas crianças não podem ficar sozinhas. A todo momento um adulto as excita, solicitando um olhar ou sorriso. É enorme a carga social que despejamos uns nos outros. Disso resulta uma aversão à solidão que, no Brasil, é castigo. Na América ensina-se como fazer amigos, no Brasil precisamos do manual de como podemos nos livrar daqueles que, por amor, nos sufocam.

É óbvio que uma pessoa assim socializada tenha dificuldades em ler e estudar, pois essas são atividades — como descobriram os monges e profetas — que demandam um mínimo de isolamento e de autonomia, esses irmãos de um silêncio que é mandamento principal das bibliotecas e de todos os ambientes de leitura. Exceto, é claro, em nossas casas onde todos os que gostam de ler e estudar desenvolvem a incrível técnica de realizar isso conversando com parentes, criados e amigos porque não fica bem um isolamento, que é o primeiro sinal de loucura.

Quando lê, Lula sente azia. No meu caso era pior: eu tinha medo de ficar louco porque ouvi muitas vezes o vaticínio segundo o qual quem lê muito vira biruta porque fica com muita ideia na cabeça! Isolar-se para ler por longas horas era complicado porque lhe batiam na porta; ou a abriam para “ver se estava tudo bem”. Quem não levou aquele susto de arrancar o coração quando, na única e legítima solidão de um banheiro, lia encantado algum livro pornográfico, quando uma bateção bíblica na porta o tirou do tal pecado solitário?

Não é interessante e significativo que o nome do sexo consigo próprio, isso que afinal de contas é, quem sabe, a primeira experiência de um aprofundamento consciente de uma subjetividade consigo mesmo, seja chamado de “pecado solitário” entre nós? Quando aprendi o tremendo pecado desta atividade, não concordei com “solitário”. Porque eu jamais estava só. Sempre, naquele tipo de solidão, tinha sempre alguém — irresistível e desejável — me acompanhando. Lembro-me de uma vez que lia, trancado debaixo de sete chaves no banheiro lá de casa, o livro “A ceia de Cleópatra”, uma descrição, digamos, ultranaturalista de um festim romano, quando bateram na porta. “O que está acontecendo aí dentro? Tá na hora de sair!”, disseram com voz firme porque eu havia passado do tempo normal de ficar sozinho no banheiro. Saindo do transe, eu tive que me livrar de uma multidão. Principalmente de um monte de belíssimas patrícias e escravas romanas que me acariciavam e serviam. Solitário uma ova! Eu estava, isso sim, num outro mundo.

Em suma: é mais ou menos proibido ficar sozinho no Brasil. Somos obrigamos a nos ligar uns com os outros todo o tempo, mesmo diante das coerções da vida urbana. A recusa ao relacionar-se ainda é considerada uma anomalia, uma antipatia ou uma anormalidade. Na rua, quem recusa a conversa fiada é o antipático modelar; em casa, é o doente mental em potencial. Estar “cismado”, ensimesmado, trancado em si mesmo é sinônimo de raiva ou desequilíbrio emocional. Nos Estados Unidos, dá-se o justo oposto. Falar como um mamangaio (cruzamento de uruguaio, argentino e paraguaio), conversar como um brazuca, é sintoma de ausência daquela concentração que permite os grandes feitos e faz parte da mitologia dos grandes cientistas, profetas e intelectuais. Representa a imagem menos abonadora ou bonita da Carmen Miranda. Pois todos saíram do mundo, aceitaram a solidão, tornaram-se sós por força de um ideal ou crença e, numa outra etapa, retornaram ao mundo social triunfantes, reconhecidos como grandes. Tal como ocorreu com Robson Crusoé ou, melhor ainda, com Edmond Dantés, o Conde de Monte Cristo, o período fora do mundo foi essencial para seu triunfo junto à sociedade. Já, entre nós, o isolamento autoimposto pelas circunstâncias da desonra matrimonial num Maciel transforma-o num Antonio Conselheiro, num “gnóstico bronco”, no dizer de Euclides da Cunha.

Moral da história: jamais fique só. Tenha sempre uma turma, uma seita. De preferência seja dela o chefete ou mentor ou presidente. O isolamento é sinal de perturbação. Os laços sociais são prescritivos e inevitáveis. Fora deles, sem grupo ou partido, você não existe e nada pode. Agora, convenhamos que numa sociedade assim constituída ficam complicados a leitura e o estudo. Bem como a velha e gozosa solidão…

Publicado por: Fernando de Oliveira | 30/11/2009

Jason Mraz – Vivo Rio – 26/11/2009

A crítica do show, pela talentossísima Natália Chaves.

Jason Mraz é o cantor da família brasileira, ou pelo menos da carioca, visto a quantidade de pais e filhos assistindo juntos ao show. O cantor, que é sucesso entre os adolescentes cariocas, foi recebido de forma acalorada, em meio a gritinhos da ala feminina.

Muito conhecido pelos sucessos I’m yours e Lucky, ambos trilhas sonoras de novelas, Mraz mostrou que já tem um carreira consolidada no Brasil. Em todas as canções ele foi acompanhado pela plateia que cantava empolgada as canções no estilo surf music. O cantor interagiu muito com o público e mostrou que tem carisma.

Como não poderia deixar de ser, o ponto alto da noite ficou por conta dos hits Lucky, que ele cantou ao lado da novata Tiê, e I’m yours. Depois de quase duas horas de show, Jason Mraz se despediu de uma forma inusitada: o cantor tirou fotos da banda com uma cãmera polaroid e jogou-as para o público, que foi ao delírio com a performance de Mraz.

Foto: Ag. News

Publicado por: Fernando de Oliveira | 29/11/2009

Dia de decisão no Brasileiro

Dia dos Professores Pardais colocarem os esquemas mirabolantes em campo.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 28/11/2009

Frank Sinatra em dose dupla

Demorou um pouco até poder escrever algo sobre os dois primeiros relançamentos da coleção de Frank Sinatra colocados no mercado pela Universal. Primeiro porque é difícil escrever sobre Sinatra, segundo porque não conseguia para de ouvir os discos. Os CDs em questão são My Way e Live At The Meadowlands.

My Way é Sinatra no fim dos anos 60, misturando seu som característico e sua voz impecável a algumas canções pop de sucesso, como Yesterday (Beatles), Hallelujah I Love Her So (Ray Charles), Mrs. Robinson (Simon & Garfunkel) e For Once In My Life (Steve Wonder), que não fazia parte do lançamento original e entrou como faixa bônus. Além de covers Sinatra ainda ganhou de Paul Anka a canção título e que se tornou um dos principais sucessos de sua carreira.

A produção é impecável, os arranjos perfeitos e a voz afinadíssima (sempre). É um Sinatra no seu melhor estilo pop. Outra boa razão para comprar o CD é o booklet, com texto escrito por Bono Vox.

Live At The Meadowlands, gravado em 14 de março de 1986, traz 18 canções inéditas de um Sinatra já veterano, mas que ainda tinha total controle do palco e da sua voz. Algumas versões impressionam pela vitalidade. I’ve Got You Under My Skin e Come Rain Or Come Shine são difíceis de parar de ouvir.

Considerado um dos shows mais raros da carreira do Olhos Azuis, Meadowlands também chega com som impecável, superior a muitos shows gravados com toda a tecnologia do século XXI.

Fim de ano é mesmo um tormento para os fãs. Melhor negociar um 14º salário para poder comprar tudo o que é lançado.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 27/11/2009

Flashpoint, mais um Stones remasterizado

Dando continuidade ao momento musical do blog e da série de remasterizações do catálogo dos Rolling Stones (de meados dos anos 70 para cá) pela Universal, chegou a hora de mais um (bom) CD ao vivo do grupo: Flashpoint.

Flashpoint foi gravado durante 1989 e 1990 e conta com alguns bons momentos. A bela versão de Ruby Tuesday, a interpretação do blues Little Red Rooster (com a participação de Eric Clapton) e os bons registros das conhecidíssimas Start Me Up e Jumping Jack Flash são audições mais do que recomendadas.

O som do novo lançamento não parece tão superior ao do último relançamento (ainda pela Virgin), mas só por manter o título em catálogo a Universal já merece aplausos.

Há um registro em vídeo de um dos shows da turnê, onde os grandes destaques ficam por conta das participações de Eric Clapton e do falecido bluseiro John Lee Hooker. Vale procurar, até porque é a última turnê com Bill Wyman no baixo.

Saiba mais sobre os outros relançamentos dos Rolling Stones clicando nos links a seguir. Parte I, parte II e parte III.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 26/11/2009

Still crazy after all these years

Não creio em civilidade extrema (já disse isso aqui algumas vezes), especialmente em termos de sentimento. Paul Simon é gênio, a melodia é sensacional e a letra reflexiva. De qualquer forma, acho tudo muito britânico.

Still crazy after all these years
Paul Simon

I met my old lover
On the street last night
She seemed so glad to see me
I just smiled
And we talked about some old times
And we drank ourselves some beers
Still crazy after all these years
Still crazy after all these years

I`m not the kind of man
Who tends to socialize
I seem to lean on
Old familiar ways.
And I ain`t no fool for love songs
That whisper in my ears
Still crazy after all these years
Still crazy after all these years

Four in the morning
Tapped out
Yawning
Longing my life away
I`ll never worry
Why should I ?
It`s all gonna fade

Now I sit by my window
And I watch the cars roll by
I fear I`ll do some damage
One fine day
But I would not be convicted
By a jury of my peers
Still crazy after all these years

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 25/11/2009

Glastonbury mostra que competência gera confiança

Glastonbury é um dos festivais mais tradicionais do mundo. O maior evento de rock realizado no Reino Unido, já teve Pink Floyd, Paul McCartney, The Who, Arctic Monkeys, Amy Winehouse e Elvis Costello, deu mais uma demonstração de que os ingleses gostam de rock, bagunça, lama (chove praticamente em todas as edições), álcool e que acreditam na seriedade dos organizadores.

Os ingressos para a edição de 2010, que acontecerá em junho, esgotaram antes mesmo de ser anunciado qualquer atração. Tudo bem que logo depois foi confirmada a presença do U2, mas pagar sem saber quem vai tocar, só mesmo confiando muito na competência e na tradição do festival.

Outros que podem estar na edição do próximo ano são: David Bowie, Rolling Stones, Coldplay e Muse.

Pelo menos nós vamos ter os nossos Noites Cariocas e Verões no Morro.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 24/11/2009

Good Evening New York City – Paul McCartney ao vivo

Qualquer fã dos Beatles que se preza ou conhecedor de um pouco da história do rock sabe da importância do Shea Stadium. Lá, no campo de basebol do New York Mets, os Beatles fizeram um show histórico em 1965, levando mais de 40 mil pessoas para um concerto onde não podiam ouvir a banda que estava no palco, naquele que é considerado o primeiro grande show de rock da história. O estádio foi demolido em 2008 e o último concerto aconteceu em 18 de julho daquele ano. Billy Joel fez três noites de shows, sendo que em delas recebeu Paul McCartney como convidado.

Agora é a vez do Citi Field, o novo estádio dos Mets e, para a inauguração, nada melhor do que as velhas canções dos Beatles. Pensando assim, a administração convidou Paul McCartney para uma série de três concertos em julho deste ano. Os shows foram filmados e gravados e lançados (CD e DVD) como Good Envening New York City.

Nos últimos anos, além dos álbuns de estúdio, Sir Paul vem inundando o mercado com CDs e DVDs ao vivo, a maioria deles recheados de canções dos Beatles que vêm se repetindo desde a mega turnê iniciada em 1989 e que passou pelo Maracanã em abril de 1990. Good Evening New York City não é diferente. Das 33 canções do CD, apenas sete podem ser consideradas novidades. As outras já apareceram, de uma maneira ou outra, em algum lançamento do velho Macca.

Mas isso não quer dizer que o pacote seja ruim. O DVD tem uma qualidade de imagem e som absurdos e as canções novas dão um certo frescor as 2037 versões de Jet, Let it Be ou The Long and Winding Road, que encontramos nos seus discos. Canções como Mrs. Vandebilt, Highway e Sing The Changes (ambas lançadas no seu projeto paralelo chamado Firemen), além do medley A Day In The Life / Give Peace A Chance, valem o (pequeno) investimento.

Parece que Sir Paul se tocou que poderia dar um refresco para o bolso de seus fãs. A edição normal (2 CDs e 1 DVD) está sendo vendida por US$ 14 e a versão de luxo (2 CDs e 2 DVDs – com o show feito na marquise do Ed Sullivan Theater) sai por meros US$ 35.

A voz já não é a mesma, claro, mas Paul continua cantando suas canções no mesmo tom que gravou e, inteligentemente, adaptou algumas interpretações as limitações vocais de um senhor de 67 anos. No novo lançamento a mixagem não deixou muito espaço para erros e não deixa de ser interessante vê-lo cantar Helter Skelter e I’ve Got a Feeling, duas das canções mais gritadas do seu repertório, no mesmo show, em 2009.

Good Evening New York City é um daqueles lançamentos que vão agradar muito mais aos fãs ocasionais do que aos que sempre comprar (e continuarão comprando) os lançamentos de Paul McCartney.

Nota: 8,5

Publicado por: Fernando de Oliveira | 23/11/2009

Ringo Starr traz Joss Stone, Paul McCartney e Joe Walsh

Ringo Starr sempre foi um cara de sorte. A passagem de Pete Best pelo Brasil mês passado só fez reforçar o fato. Musicalmente, Ringo tem o mérito de sempre reunir os ex-companheiros de banda e de ser o responsável pelo melhor disco solo de um ex-Beatle (Ringo, de 1973).

Nos últimos anos Ringo vem caindo na estrada com sua All Starr Band (grupo formado pelos amigos que estejam disponíveis na época e que já contou com Jack Bruce, Peter Frampton, Billy Preston, Levon Helm e Dr. John, entre outros astros. Ele também lança discos com uma certa frequência e um nível mediano de qualidade. Seu último grande disco foi Stop and Smell the Roses (1982), que contava com canções dos parceiros George Harrison e Paul McCartney.

Agora, Ringo anuncia mais um lançamento – Y Not – para janeiro de 2010. O CD será lançado pelo conhecidíssimo selo Hip-O Records/UMe e conta com participações de Joss Stone, Joe Walsh, Van Dyke Parks e Paul McCartney, entre outros.

Não tenho idéia de como será o disco, até porque é Ringo vai se auto produzir pela primeira vez. Afinal, Y Not – segundo Ringo – é outra maneira de dizer Yes, We Can! O primeiro single, Walk With You, é uma reflexão sobre o poder da amizade e parte dela é cantada em dueto com Sir Paul, que também toca baixo em Peace Dream.

Ringo parece ter sido picado pelo mesmo mosquito nostálgico que infectou seu outro companheiro de banda dos anos 60. No novo CD há uma canção chamada The Other Side Of Liverpool.

Y Not, mais um gasto marcado para 12 de janeiro.

Conheça a discografia de Ringo.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 23/11/2009

Onde vai passar o Réveillon?

O ano está terminando e o F(r)ases deseja saber onde seus seguidores vão estar na hora da virada. Sei que tem gente que estará curtindo o ar condicionado de alguma redação, mas espero que seja a minoria.

Responda a pesquisa que fica na barra lateral do blog (na direita) e ajude a descobrir o percentual de sofredores.

Eu? Ainda não tenho idéia do que farei.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 22/11/2009

Retrato Em Branco e Preto

Retrato Em Branco e Preto

Tom Jobim – Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar, tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo como um tolo
Procurar o desconsolo
Que cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara
Ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isso é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado
E você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração

Publicado por: Fernando de Oliveira | 21/11/2009

Gravação do DVD Eduardo Dussek – Dussek de Quinta (19/11/09)

Eduardo Dussek é daqueles artistas que estão sempre na ativa, embora nem sempre com o destaque que merecem. O cantor, compositor, dançarino, ator e comediante, finalmente decidiu levar o seu show do Plataforma (famoso bar/casa de espetáculos da Zona Sul do Rio de Janeiro) para outros palcos.

Depois de shows solo, nos quais transferia a estrutura de Dussek de Quinta para o formato piano e um banquinho, o cantor decidiu fazer uma temporada no Teatro Rival e gravar (finalmente) o espetáculo para o futuro lançamento de um DVD.

O espetáculo do último dia 19 de novembro foi a constatação de que Dussek faz sucesso com jovens, artistas famosos dos anos 80 e, principalmente, com os que já estão na terceira idade.

Apesar de algumas caras de espanto com alguns palavrões ou piadas mais…digamos…picantes…a verdade é que a platéia se diverte com o desempenho de Dussek.

Com as tradicionais brincadeiras com a platéia e um roteiro que inclui sucessos como Rock da Cachorra (em versão bossa nova), Cantando no Banheiro, Nostradamus e Cabelos Negros, Eduardo Dussek passeia por piadas bem amarradas (embora alguma já ficando um pouco datadas).

Com um CD novo na praça (Esse Tal de Dussek), fica a esperança de que esse DVD solo (em todos os sentidos) consiga ver a luz do dia em breve.

Publicado por: Fernando de Oliveira | 21/11/2009

Receitas: Duas versões de Picanha na Cerveja Preta

Parece que este é o prato do momento. Vários sites resolveram descobrir as delícias da carne macia temperada na cerveja preta. Aqui vão duas versões para uma mesma receita. As duas ficam ótimas. Escolha a que melhor se adaptar aos ingredientes e panelas que estiverem disponíveis.

Bom apetite.

PS: As duas versões foram testadas e aprimoradas durante anos. As fotos são verdadeiras e de minha autoria :)

Receita I: Picanha na Cerveja Preta na Panela de Pressão

Ingredientes:

1 peça de picanha (entre 1 kg e 1,3kg)
5 folhas de louro
Sal grosso
Ervas finas
5 dentes de alho
Caldo de bacon (pode ser industrializado)
2 colheres de sopa de molho inglês
Pimenta do reino (a gosto)
50g de manteiga
1 longneck (ou lata) de Malzibier
1 longneck (ou lata) de cerveja preta comum (Petra, Bohemia, etc)
Sal (a gosto)
Óleo de Soja
1 saco de creme de cebola
1 kg de batata bolinha

Modo de preparo:

Limpe a picanha, sem tirar toda a gordura. Tempere com a manteiga (passada em volta da picanha), 3 dentes de alho amassado, as ervas finas, a pimenta do reino, as folhas de louro e o sal grosso. Deixe descansar por aproximadamente 3 horas.

Em uma panela coloque 1 copo de água para ferver e misture o caldo de bacon (caso seja industrializado), o molho inglês e a pimenta do reino.

Na panela de pressão coloque um fio de óleo de soja e (após as 3 horas) coloque a picanha para selar, deixando-a dourada, mas sem deixar cozinhar. Misture o molho feito com o caldo de bacon e o molho inglês e deixe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Depois disso, coloque as cervejas, os outros dentes de alho (inteiros), o creme de cebola e as batatas.

Misture bem até o creme de cebola se dissolver, tempere com sal e tampe a panela de pressão e deixe cozinhar por cerca de 35 minutos.

Sirva com arroz branco e uma salada verde.

Receita II: Picanha na Cerveja Preta no forno

Este receita é para aqueles que não têm uma panela de pressão grande o suficiente e para os que preferem uma carne macia, mas com aquele aspecto de roastbeaf.

Ingredientes:

1 peça de picanha (entre 1 kg e 1,3 kg)
5 folhas de louro
Sal grosso
Ervas finas
5 dentes de alho
Caldo de bacon (pode ser industrializado)
2 colheres de sopa de molho inglês
Pimenta do reino (a gosto)
50g de manteiga
1 longneck (ou lata) de Malzibier
1 longneck (ou lata) de cerveja preta comum (Petra, Bohemia, etc)
Sal (a gosto)
Óleo de Soja
1 saco de creme de cebola
1 vidro (pequeno) de azeitonas pretas
1 vidro (pequeno) de cogumelos

Modo de fazer:

Limpe a picanha, sem tirar toda a gordura. Tempere com a manteiga (passada em volta da picanha), 3 dentes de alho amassado, as ervas finas, a pimenta do reino, as folhas de louro e o sal grosso. Deixe descansar por aproximadamente 3 horas.

Em uma panela coloque 1 copo de água para ferver e misture o caldo de bacon (caso seja industrializado), o molho inglês e a pimenta do reino.

Depois das três horas de descanso da picanha, coloque um fio de óleo de soja em uma panela grande e sele a picanha, deixando-a dourada, mas sem deixar cozinhar.

Misture o molho feito com o caldo de bacon e o molho inglês e deixe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Depois disso, coloque as cervejas, os outros dentes de alho (inteiros) e o creme de cebola. Dissolva tudo muito bem, tempere com sal e deixe cozinhando em fogo médio por aproximadamente 40 minutos.

Depois disso, passe a picanha para um refratário, coloque um pouco do caldo que ficou na panela (até a metade da altura da picanha), acrescente os cogumelos e as azeitonas e leve ao forno quente por mais 20 minutos.

Sirva com purê de batatas, uma salada colorida e arroz branco.

Para beber? Um espumante brut ou uma cerveja (clara) estupidamente gelada.

OBS: A carne fica super macia e com um sabor muito peculiar. Uma opção adicional  é assar algumas cebolas e servir junto da picanha.

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 19/11/2009

Internautas que baixam arquivos gastam mais com música

Finalmente um estudo comprova algo que sempre pareceu lógico: Internautas que baixam arquivos gastam mais com música. E não pense que é um estudo de fundo de quintal.

A pesquisa, feita pelo instituto Ipsos Mori e divulgada pelo jornal The Independent, revela que quem admite baixar música ilegalmente gasta em média £77 (R$ 222) por ano em música, £33 (R$ 95) a mais que os que garantem nunca ter se associado a essa prática. Os pesquisadores ouviram mil internautas entre 16 e 50 anos, dos quais 10% admitiram baixar música sem autorização dos detentores dos direitos autorais.

Isso significa que correr para penalizar os usuários pode significar mais um tiro no pé disparado pelas grandes empresas do ramo fonográfico. Quem compra, compra e ponto. Baixar músicas é apenas uma maneira de ouvir antes do produto chegar até as suas mãos.

Não lembro de movimento parecido para proibir a gravação de fitas K-7, quando elas existiam. Guardando as devidas proporções, claro, é a mesma coisa.

Leia mais na Revista Pontocom.

 

 

Publicado por: Fernando de Oliveira | 18/11/2009

O adeus de Cameron

Como havia dito algum tempo atrás, a Dra. Cameron deixou o seriado House. O episódio onde ela informa que deixará a equipe, o marido e o seriado, foi ao ar nesta segunda-feira (16/11)  nos Estados Unidos.

Uma pena, embora a temporada esteja indo bem.

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